Textos publicados originalmente na página do projeto Vamos Ler, às sextas, no Diário de Cachoeirinha.


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Sugestão de Atividade: Literatura de Cordel



A literatura de cordel é uma espécie de poesia popular, composta em geral de sextilhas, que é impressa e divulgada em livretos ilustrados com xilogravura. Ganhou este nome porque, para sua venda, os livretos são pendurados em cordões estendidos nos mercados populares, nas feiras ou nas ruas.
A literatura de cordel chegou ao Brasil na segunda metade do século XIX, através dos portugueses. Aos poucos, foi se tornando mais popular e, atualmente, podemos encontrá-la principalmente na região Nordeste.
Em geral, os livretos de cordel são vendidos pelos próprios autores. Seu sucesso se deve ao baixo preço, ao tom humorístico de muitos deles e também por retratarem fatos da vida cotidiana da cidade ou da região, como fazem os jornais. Os principais assuntos abordados nos livretos de cordel são: festas, política, seca, disputas, milagres, vida de canganceiros, atos de heroísmo e mortes.
Muitas vezes a declamação destes poemas é feita por seus autores acompanhados por violeiros.
Depois de conhecerem um pouco mais sobre a literatura de cordel, os alunos podem ser desafiados a escrever uma sextilha a respeito de notícia de interesse geral divulgada pelo Diário ou em outro meio de comunicação.
A sextilha é uma estrofe composta de seis linhas, cada uma com sete sílabas poéticas, com rimas iguais nos versos pares e livres nos versos ímpares.

Exemplo:

Eu vou contar a história
De um pavão misterioso
Que levantou vôo da Grécia
Com um rapaz corajoso
Raptando uma condessa
Filha de um conde orgulhoso

(Jose Camelo de Melo Rezende)


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